Recentemente fui assistente em um congresso especializado em cirurgia estética da face. O tema principal era rejuvenescimento facial, com debates muito interessantes prestigiados por colegas de renome internacional. Os trabalhos apresentados foram de excelente nível, bem como os resultados demonstrados pelos cirurgiões.
A tônica do evento foi a constatação de que a tendência atual desta cirurgia é procurar obter aparência natural com procedimentos cada vez menos traumáticos e invasivos. Ou seja, o consenso é trabalharmos com técnicas que resultem em cicatrizes pequenas e limitadas e descolamentos teciduais cada vez mais restritos. A conseqüência é uma recuperação muito mais rápida, sem os estigmas de um rosto “puxado” demais.
Curiosamente, se analisarmos a história e a evolução das técnicas de cirurgia do rejuvenescimento facial, vamos constatar que estamos retornando aos primórdios da cirurgia estética, ao que já era realizado no século XVIII por Passot ou por Madame Noel, cirurgiã francesa que operava em seu estúdio e, instantes após a complementação da cirurgia desfrutava das delícias de um chá com suas pacientes (ver figura). Desta época para cá, as técnicas evoluíram, com períodos bem definidos. Até 1960, o objetivo do tratamento era apenas tracionar a pele e retirar o seu excedente. Nas décadas de 70 e 80 o foco começou a mirar as estruturas e tecidos mais profundos (músculos e ossos), que passaram a ser tratados em conjunto com a pele e a década de 90 introduz o laser e a videoendoscopia como ferramentas auxiliares do cirurgião plástico.
Entendemos que a causa principal deste verdadeiro “retorno às origens” das técnicas de rejuvenescimento está no moderno estilo de vida que hoje levamos. Homens e mulheres, indistintamente, procuram procedimentos menos invasivos, seguros e com recuperação imediata para que possam em poucos dias estar de volta à sua rotina de trabalho ou de atividades sociais. Cirurgias prolongadas, traumáticas, que se manifestam com inchaços, hematomas e repouso prolongado cederam espaço para as técnicas mais modernas de cirurgias com pequenos cortes associadas, na maior parte das vezes, com procedimentos complementares como botox e laser fracionado, entre tantos outros.
Esta tendência já é por nós seguida há mais de 10 anos, quando buscamos alternativas que melhor se adaptem às necessidades de quem a nós recorresse para amenizar as marcas do tempo. Buscamos mesclar o conhecimento da cirurgia plástica com os recursos que a moderna medicina estética nos proporciona visando sempre os melhores resultados e satisfação de nossas (os) clientes.

